Filosofia da nossa abordagem
Como pensamos método
Como o processo ganha forma história De uma pergunta vaga sobre incerteza económica a um conjunto concreto de dados, padrões e recomendações graduais, sempre com transparência sobre limites e escolhas metodológicas
Começamos por clarificar o problema com a sua equipa: que decisões estão travadas, que sinais económicos geram mais debate e que histórias circulam nos corredores. Reunimos documentos, exemplos de comunicações e primeiras perceções, sem ainda medir nada formalmente. Esta fase serve para alinhar linguagem, expectativas e limites de tempo e orçamento.
Ferramentas que usamos para estudar decisões sob incerteza económica
Chamamos a este conjunto de ferramentas o nosso Ciclo de Perceção de Incerteza: um percurso que vai de expectativas declaradas a decisões reais, passando por experiências de escolha e análise de linguagem interna
Depois, recorremos a experiências de escolha em ambiente controlado, em que apresentamos alternativas equivalentes sob diferentes enquadramentos. Ao observar como pequenas mudanças de formulação alteram preferências, identificamos pontos sensíveis da perceção de incerteza económica. Estas experiências são desenhadas para caber na rotina da sua organização, evitando interrupções longas e respeitando limites de tempo e atenção.
Como preparar a colaboração
Antes de mergulhar em inquéritos e experiências, vale a pena alinhar internamente quem participa, que dados já existem e que decisões estão realmente em causa, para que o trabalho metodológico tenha impacto prático e não fique apenas em relatórios elegantes.
Mapear decisões e pessoas envolvidas
Organizar documentos e narrativas existentes
Reúna os materiais que já existem: relatórios de contexto económico, apresentações internas, emails sobre cortes ou expansões, atas de reuniões chave. Estes documentos são uma fonte rica para analisar como a incerteza económica é descrita e que referências históricas são usadas. Ter tudo num só lugar facilita o desenho de inquéritos e experiências que dialogam com a linguagem real da sua organização.
Acordar limites de tempo e disponibilidade
Clarificar expectativas e forma de usar resultados
Por fim, alinhe expectativas sobre o tipo de resultados que faz sentido esperar: padrões, hipóteses, recomendações graduais e não promessas de transformação instantânea. Explique internamente que desempenhos passados não garantem resultados futuros e que resultados podem variar, preparando o terreno para receber conclusões com abertura crítica e vontade de testar mudanças de forma incremental.
Como tratam a privacidade dos dados
Trabalhamos com dados agregados e anonimizados sempre que possível, limitando o acesso a informação identificável e seguindo princípios do RGPD aplicáveis em Portugal.
As amostras são representativas
Usamos amostras ajustadas à dimensão da sua organização e explicitamos sempre as limitações, evitando conclusões que vão além do que os dados permitem sustentar.
Podem trabalhar com a nossa equipa de dados
Sim, articulamos com equipas internas de análise, reutilizando dados existentes e alinhando métricas para não duplicar trabalho nem criar sistemas paralelos.
Os resultados são garantidos
Não. Os resultados mostram padrões e possibilidades, não promessas. Desempenhos passados não garantem resultados futuros e resultados podem variar.
Que tipo de validação metodológica usam
Usamos métodos mistos: combinamos dados quantitativos de inquéritos com entrevistas e análise de linguagem, cruzando fontes para aumentar a robustez das conclusões.
As pessoas são informadas sobre os estudos
Sim, sempre que fazemos experiências de campo ou recolhas adicionais explicamos objetivos, duração e tipo de dados, permitindo que as pessoas participem de forma informada.